25.9.11


Aperta,
Incomoda,
Eu sinto falta,
V-A-Z-I-O !

Três mil amigos, e  você,
Mil conhecidos , e você,
Todos eles, e você.
F- A - L - T- A!

É como um vaso que estava prestes a transbordar, e então, seca, seca de uma forma esperada, você sabia que isso iria acontecer. Então começa a incessante busca pelo preenchimento!

6.9.11

I am come write for you.

Um dia escrevi na ultima folha do meu caderno: 

O Som que atormenta sua mente,
Um desejo que consome dois corpos,
A intimidade denominada inocente,
A surpresa de uma paixão inconsequente.

Minhas mãos ansiavam em tocar-te,
Agua morna escorria entre os corpos,
O desejo cresceu em entregar-me,
Um momento vivenciado em foco.

Vestida com seu casaco vermelho,
Envolvidos pelo mesmo desejo,
Duas almas refletidas no espelho,
Um em dois ao som de um realejo.


Rio de Janeiro, 01 de Março de 2010

   É, eu percebi o quanto sinto sua falta, percebi também que não somos como antes. Não passamos as tarde juntos, não saímos, não conversamos, não nos cobramos, não nos chamamos por apelidos fofos, não rimos, você não vem mais aqui, eu não vou mais ai, e assim o tempo passa, e sinto que nos tornamos distantes, distantes e distantes. Eu só queria saber que posso contar com você nas piores e nas melhores situações, eu queria ter a certeza de que significo alguma coisa em sua vida, que tudo que vivemos não passou de uma fase, um período, um temporada. Agradeço por tudo que fizestes durante o tempo que convivemos como algo que denominamos : amigos, e se um dia você ler esse bilhete, eu quero que sabia que mesmo distante , estarei aqui, como sempre estive, com o sorriso no rosto de quando você me conheceu.  
Um grande abraço!

3.9.11

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa.